segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

5 livros para as férias

Ai, ninguém sabe o quanto eu esperei por esse momento: escolher os meus livros das férias. 
Esse foi o ano que eu mais li na minha vida, mas foram poucas as vezes que eu li uma coisa de livre escolha. E, por vezes, acontecia algo pior que não ter tempo de começar um livro: não ter tempo de terminar de ler um livro. Alguns livros eu só li até a metade ou só senti o gosto de tê-los nas mãos. Mas agora...

Ai, ninguém sabe o quanto eu esperei por esse momento!

Eu adoro fazer listas e tudo mais, então resolvi colocar em ordem de prioridade 5 livros para as férias — é claro que existem muitos mais, mas esses já estão me fazendo coçar as mãos de ansiedade. Cada um vem com o título, o autor, um resuminho e, para não ficar uma coisa muito monótona, resolvi colocar um link legal em cada um deles. Adoro isso.

Deliciem-se.


As Esganadas - Jô Soares

"Os tipo e a trama deste livro são especialmente engenhosos e através deles o autor nos dá um retrato saboroso do Rio de Janeiro no fim dos anos 1930 e começo do Estado Novo — o Rio das vedetes que davam e dos políticos que tomavam, das estrelas do rádio e das corridas de "baratinhas". E nesse mundo em ebulição chega uma figura portuguesa, saída de um poema de Fernando Pessoa, para elucidar o estranho e terrível caso das gordas desaparecidas que... Mas não vou revelar mais nada. Um dos prazeres da literatura policial é ir acompanhando o desvendar de uma trama, levados de revelação a revelação por alguém com a fórmula exata para nos enlevar — e enredar. No caso do Jô, quem nos guia é um autor que já provou seu domínio do gênero, e que aqui se supera na perfeita dosagem de invenção, humor e erudição que nos prende desde a primeira página, desde a epígrafe. Prepare-se para ser enlevado e enredado, portanto. E prepare-se para outras sensações. Só posso dizer que a trama deixará você, ao mesmo tempo, horrorizado e com fome. E que depois da leitura os Pastéis de Santa Clara jamais significarão o mesmo."


Link 1 - Link 2


As Crônicas de Nárnia - C.S. Lewis


"As Crônicas de Nárnia apresentam, geralmente, as aventuras de crianças que desempenham um papel central e descobrem o ficcional Reino de Nárnia, um lugar onde a magia é corriqueira, os animais falam, e ocorrem batalhas entre o bem e o mal. Em todos os livros (com exceção de "O Cavalo e seu Menino") os personagens principais são crianças de nosso mundo, que são magicamente transportadas para Nárnia a fim de serem ajudadas e instruídas pelo Grande Leão conhecido como Aslam."





Eu sei o que você está pensando - John Verdon 


"Uma carta perturbadora chega via correio com uma simples declaração ao final: 'Veja como conheço seus segredos - apenas pense em um número.' Errará quem pensar que uma carta dessas chega a seu destino final apenas por obra do acaso. Para o detetive aposentado da polícia de homicídios da cidade de Nova York, Dave Gurney, que está formando uma nova vida ao lado de sua esposa Madeleine, as cartas começam a deixar de ser estranhas para se tornarem um complicado quebra-cabeça que levará a uma enorme investigação sobre assassinatos em série. Trazido para o caso como consultor, Gurney em pouco tempo percebe pistas que a polícia local deixou passar. Ainda assim, diante de um oponente que parecer ter o dom da clarividência, Gurney vê seus esforços irem em vão, seu casamento rumando a um precipício e, finalmente, um medo incontrolável de que seu adversário não pode ser parado."




Um dia - David Nicholls


"Vinte anos, duas pessoas, um dia. Dexter Mayhew e Emma Morley se conheceram em 1988. Ambos sabem que no dia seguinte, após a formatura na universidade, deverão trilhar caminhos diferentes. Mas, depois de apenas um dia juntos, não conseguem para de pensar um no outro. Os anos se passam e Dex e Em levam vidas isoladas - vidas muito diferentes daquelas que eles sonhavam ter. Porém, incapazes de esquecer o sentimento muito especial que os arrebatou naquela primeira noite, surge uma extraordinária relação entre os dois. Ao longo dos vinte anos seguintes, flashes do relacionamento deles são narrados, um por ano, todos no mesmo dia: 15 de julho. Dexter e Emma enfrentam disputas e brigas, esperanças e oportunidades perdidas, risos e lágrimas. E, conforme o verdadeiro significado desse dia crucial é desvendado, eles precisam acertas contas com a essência do amor e da própria vida."

Link único



Crime e Castigo - Fiódor Dostoiévski


"Raskólvnikov, um jovem estudante, pobre e desesperado, perambula pelas ruas de São Peterburgo até cometer um crime que tentará justificar por uma teoria: grandes homens, como César e Napoleão, foram assassinos absolvidos pela História. Este ato desencadeia uma narrativa labiríntica que arrasta o leitor por becos, tabernas e pequenos cômodos, povoados de personagens que lutam para preservar sua dignidade contras as várias formas da tirania."

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Em cartaz


Nas últimas três semanas, eu me dediquei a assistir ao maior número de filmes possível no cinema. Pois é! Levando em consideração os momentos finais do ano na faculdade, eu consegui um bom número: dois filmes por semana.


Então, vou listá-los aqui nesse post e aí cada um já decide qual é o próximo que vai assistir. 

6º lugar - A Casa dos Sonhos (Jim Sheridan)

Will Atenton (Daniel Craig) muda-se com a família para uma nova casa. Lá, ele descobre que o morador anterior matou as duas filhas e a esposa. Aí, ele tenta descobrir os mistérios daquela casa.

Quantos outros filmes assim já não foram produzidos? Quando assisti ao trailer, me lembrei de "O Iluminado", de Stanley Kubrick, e pensei ser um terror de arrepiar os cabelos. Decepcionei-me no quesito susto. Mas a história é criativa: é interessante prestar atenção em cada pequena fala do filme e perceber os pequenos detalhes. E aconselho não assistir ao trailer antes: tem spoiler!


5º lugar - Reféns (Joel Schumacher)

Uma quadrilha invade a casa de Kyle (Nicolas Cage) e Sarah (Nicole Kidman) a procura de dinheiro e diamantes. O casal e sua filha (Liana Liberato) viram reféns de um bandido ansioso, outro psicopata, uma mandão e uma ladra drogada.

Se eu tivesse que ficar uma hora e meia pra assistir à resolução de uma ssalto, eu teria me arrependido. Mas a história é mais do que isso. Existem tramas amorosas e familiares que são explicadas por flashs do passado. Destaque para Nicole Kidman que fica mais bonita a cada ano e Cam Gigandet que, até agora, fez seu melhor papel. Um filme tenso e cheio de reviravoltas.


4º lugar - Saga Crepúsculo: Amanhecer (Bill Condon)



Depois de tantas histórias, Edward (Robert Pattinson) e Bella (Kristen Stewart) vão se casar. Na lua de mel no Rio de Janeiro, Bella fica grávida de um bebê vampiro que suga o sangue da mãe humana por dentro. Bella está morrendo e Edward precisa transformá-la em vampira para que ela não morra, enquanto Jacob (Taylor Lautner) vai para o lado dos Cullen para protegê-la dos lobisomens.

Tem muito tempo que eu li o livro, então nem posso dizer se o filme foi fiel ao livro, mas algumas cenas corresponderam às minhas expectativas: o casamento, a lua de mel, o imprinting que o Jacob sofre pela filha da Bella, o parto... Entreguei metade do filme já. Ainda tem a cena de sexo tão esperada pelos fãs da saga: arrancou risos da plateia, porque não é todo dia que tem uma cena dessas no cinema. O filme é tão romântico e meloso como toda a saga, mas é bem melhor que o anterior.

3º lugar - Gigantes de Aço (Shawn Levy)


O personagem do Hugh Jackman é um ex-lutador e agora se dedica a uma espécie de boxe com robôs. No meio dessa história, ele vive um relacionamento conturbado com o filho pré-adolescente (Dakota Goyo) que ele nunca vira antes.

O roteiro do filme é muito clichê. Quando o Hugh começa a se relacionar com o filho, você já consegue prever algumas cenas. Mesmo assim, eu me vi vibrando pelas vitórias e derrotas do robôs do personagem principal. Diferente de um filme de ação com robôs, "Gigantes de Aço" tem uma carga sentimental muito grande. Eu e outras pessoas saímos do cinema limpando as lágrimas. Destaque para a cena em que Evangeline Lilly beija Hugh Jackman. Senti como se ela pensasse: "Essa vai ser a única vez que eu vou beijar o Hugh Jackman! Deixa eu aproveitar!"


2º lugar - O Preço do Amanhã (Andrew Niccol)


O tempo é a moeda. Cada pessoa tem um contador regressivo que dá um ano a mais depois que ela completa 25 anos. Os pobres precisam trabalhar para conseguir alguns minutos, enquanto os ricos tem tempo de sobra e vivem eternamente.

É muito difícil falar isso nos dias atuais, mas pela minha pequena experiência, eu posso dizer que eu nunca vi algo parecido com "O Preço do Amanhã". As cenas inciais explicam de maneira simples a ideia do filme. Depois, ficamos envolvidos de uma forma tão intensa que é impossível não respirar aliviado depois de algumas sequencias. Perseguições, tiros, intrigas, problemas familiares e romance... Todo mundo vai gostar. O filme ainda traz implícito aquele antigo ditado: "Viva seu dia como se fosse o último de sua vida". Além disso, deixa claro que os ricos sempre viverão mais. Aplausos para Amanda Seyfried (apesar de eu não ter gostado dessa corte de cabelo tosco), Cillian Murphy, Vincent Kartheiser (atuação impecável) e, principalmente, Justin Timberlake que é o novo queridinho de Hollywood.


1º lugar - O Palhaço (Selton Mello)

Benjamin (Selton Mello) é o filho do dono (Paulo José) do circo Esperança. Benja tem uma crise que envolve sua carteira de identidade, um ventilador e outros problemas do circo, com um novo sutião para Teuda Bara.

No meio de tantos filmes americanos, na minha opinião, o melhor filme atual é "O Palhaço", estreia de Selton Mello como diretor. É impressionante como o Selton conseguiu reunir o que há de melhor no Brasil: Teuda Bara (Grupo Galpão), Álamo Facó ("Qualquer Gato Vira-Lata"), Moacyr Franco, Tonico Pereira ("A Grande Família") e outros. As cenas são simplíssimas e, ao mesmo tempo, cheias de detalhes. As piadas são tão óbvias que a gente ri por nunca ter pensado naquilo. 

Mesmo sendo engraçado até não poder mais (a cena do Moacyr Franco me fez chorar de rir), o filme é dramático. Todas as cenas ficam em cima do muro: é uma linha tênue entre o trágico e o cômico. E, como numa crítica que eu li, o público do cinema vira a plateia do circo.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

As Esganadas


A última vez que eu fiquei tão feliz com o lançamento de um livro foi quando anunciaram que Dan Brown tinha escrito sua nova aventura, "O Símbolo Perdido".

No último domingo, Jô Soares foi "Repórter por 1 dia" no Fantástico e ia apresentar os cenários do seu novo livro "As Esganadas", como a Confeitaria Colombo e o Jóquei Club. Eu nem acreditei *----*

Como em "O Xangô de Baker Street" e "Assassinato na Academia Brasileira de Letras", Jô Soares tem mais um personagem serial-killer: dessa vez um homem motivado a matar gordas. Diferente dos romances policiais tradicionais, Jô Soares já nos conta quem é esse assassino no início do livro e a narração é interessante pelas tentativas malucas da polícia do Rio de Janeiro em agarrar o criminoso.

"Com a verve que lhe é característica, Jô consegue, neste As esganadas, realizar a façanha de narrar uma série de crimes brutais, com requintes inimagináveis de crueldade, e deixar o leitor com um sorriso satisfeito nos lábios."

Pelas minhas experiências passadas com os livros do Jô, os assassinatos são cenas inesquecíveis e até um pouco indigestas no momento em que se lê, mas ele consegue transformar tudo em piada. Além de que, por uma pesquisa impecável, ele nos faz reviver momentos marcantes do passado.

O Jô é o cara.

Agora, assistam Jô Soares lendo um trecho do seu livro:



domingo, 30 de outubro de 2011

A Vida da Gente



Olá, pessoas! Muitos dias que eu tô querendo aparecer por aqui pra falar sobre “A Vida da Gente”, mas não apareci por dois motivos. O primeiro, a novela foi muito lenta nos primeiros capítulos e não tinha muito que comentar e, segundo, eu não tava tendo tempo pra nada.

Então, agora, depois de mais de um mês que a novela já tá no ar, vamos aos trabalhos.

Vamos começar por Marjorie Estiano. Não é fácil fazer uma crítica sendo que eu sou apaixonado por ela, né! Mas todo mundo há de concordar que a Marjorie tá impecável na sua interpretação. É claro que a gente se apega à personagem por ela sofrer nas mãos da mãe, por elas ser bondosa e prestativa, mas a Marjorie (e não é porque eu sou fã dela, não) é uma das maiores atrizes da geração dela.

Da mesma forma, outra pessoa que merece aplausos entusiasmados é Ana Beatriz Nogueira. Ana Beatriz tem feito vários papéis fortes nas suas últimas novelas (“Ciranda de Pedra”, “Caminho das Índias” e “Insensato Coração”) e a Eva de “A Vida da Gente” é intensa como as outras. Até mais, na verdade. É, como disse Malu Mader em outra ocasião, uma vilã que morde.

Fernanda Vasconcelos é a protagonista da novela. Adoro o trabalho dela, mas ainda não sei se foi a atriz certa para esse papel. Não estou dizendo que ela é uma atriz inexperiente, porque a Fernanda me empolgava em “Desejo Proibido” e “Páginas da Vida”, mas não sei se Ana combinou com o jeito dela. Vamos ver depois que ela sair do coma.

Uma pessoa que eu não levava a sério, mas está me surpreendendo é Rafael Cardoso. Ele só tinha interpretado adolescentes rebeldes (“Cinquentinhas” e “Ti-Ti-Ti), mas agora ele aparece como um adulto maduro. Até que enfim a criança cresceu! Eu acho que ele mesmo está se surpreendendo com o seu trabalho. Mas não tem nem como fazer um trabalho ruim ao lado de tanta gente boa. Não que o Rafael fosse avacalhar com o negócio. Eu confio nele!

Outro destaque é Gisele Froés com sua insuportável Vitória. Oh, mulherzinha dos infernos! Ela e a Eva se merecem, mesmo. A Gisele sempre foi tão doce e agora eu quero entrar na televisão e dá uns tapas na cara dela. E, junto dela, outra história deliciosa: o envolvimento do seu marido Marcos (Ângelo Antônio) com Dora (Malu Galli). Malu Galli e seu sorriso de dezenas de dentes. Adoro as cenas desse núcleo.

Gosto do núcleo (não totalmente) paralelo a história principal com Cris (Regiane Alves) e Jonas (Paulo Betti). Geralmente eu não gosto muito dessas comédias escrachadas em novelas, mas tô gostando dos dois, apesar de que, eu acho que eles deveriam se envolver mais com outras histórias. Mas eu acho que isso acontece mais pra frente.

Mesmo eu tendo tentado, não gostei de duas atrizes: Sthefany Brito — Alice — e Júlia Almeida — Lorena. Depois de tanto barraco, Sthefany Brito volta às novelas, mas eu não consigo levá-la a sério. Mas coitada, né! Ainda tenho esperanças. O personagem dela é legal. Diferente da Lorena da Júlia Almeida. Por enquanto, é só pra ocupar espaço. Não sei a Júlia emagreceu demais, mas ela tá numa cara de desânimo que me dá sono com as cenas dela. Ai, credo.

Ainda quero comentar de Thiago Lacerda que aparece do jeito galã de sempre, mas muito mais empolgante do que em “Viver a vida”; Leona Cavalli que tá agora com uma personagem séria e que me fez gostar dela (eu sempre me lembro da Leona Cavalli como a prostituta Justine de “Amazônia”); Daniela Escobar linda até não poder mais como uma mulher normal (Graças a Deus!); Nicette Bruno (a eterna dona Benta) que me dá vontade de apertar; e Maria Eduarda com a personagem mais divertida da novela.

Quero ainda comentar o trabalho de Hans Donner e sua equipe na abertura da novela. Coisa mais linda! As imagens combinadas com “Oração do Tempo” na voz de Maria Gadú: eu fico louco!

Um joinha ainda para Luiz Serra, Marcelo Airoldi, Neusa Borges e Stênio Garcia. E agradeço por não ter tido nada de Mariana Rios como tinham dito.

A estreia de Lícia Manzo faz com que eu termine o meu dia às 18 horas pra me pôr diante da TV. Obrigado por essa obra-prima!


quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Shake de Amor

Olá, pessoas! 

Estou aqui para falar de um vídeo super legal que uma amiga (@paaulapeixoto) me indicou algumas semanas atrás. De início eu pensei que fosse só uma coisinha à toa, mas logo eu me descobri fã da Banda UÓ.


O grupo de Eletrobrega é composto por Matheus Carrilho (o de bigode), Davi Sabbag (o ruivo) e Candy Mel (a mulher). Na verdade, eu não sei se essa Candy Mel é mulher mesmo, mas fica por isso mesmo.

A música é "Shake de Amor", versão da música "Whip My Hair", de Willow Smith, filha do Will Smith. O clipe da música da menina dá medo.

E agora, Shake de Amor está concorrendo ao VMB (MTV Video Music Brasil) 2011 de Webhit (link para votar: http://vmb.mtv.uol.com.br/vote/webclipe). A premiação é no dia 20 de outubro, transmitida pela MTV, e no dia 21 de outubro, show da Banda UÓ em Uberlândia, que é onde eu moro. #todospula

Tomara que eles ganhem!

Curtam a música que é viciante e o clipe que é muito divertido.

Adios, muchacho. Até mais!


domingo, 25 de setembro de 2011

Hot [3]

Olá, pessoas! Estou voltando para falar dos Hots do mundo das celebridades. Dessa vez, eu resolvi apelar para dois clipes que te fazem levantar do sofá e sair dançando.

Então, vamos aos selecionados... por mim, mesmo.

Britney Spears - Womanizer


Nossa! Tô sem fôlego aqui. Na época do lançamento desse clipe, eu não me cansava de vê-lo toda hora. Cada performance da Britney Spears me impressiona cada vez.

Dessa vez, ela se transforma em três mulheres para se vingar do mulherengo. Primeiro, a estagiária morena; depois, a garçonete ruiva; e, por fim, a motorista loira. E tudo isso sem perder a pose [ufa!]

E, além de tudo, tem os flashs em que ela aparece completamente nua numa sauna. Só de imaginar o calor dentro dessa sauna, já me dá falta de ar.

Outra coisa que é clichê nesse tipo de clipe desse tipo de cantora, é o trecho em que tem um monte de homens e mulheres se agarrando em câmera lenta. E aquela coisa, o vucu-vucu, beijo pra cá, beijo pra lá. Uma lou-cu-ra!

Ricky Martin - Livin' La Vida Loca


Não há nada mais clichê do que dizer que Ricky Martin é sexy. O homem é o símbolo sexual de uma época e, mesmo depois de ter desiludido algumas fãs dizendo ser gay, as mulheres [e alguns homens] enlouquecem com o seu rebolado.

"Livin' La Vida Loca" é uma música de balada mesmo [do século passado, mas o que que tem?], e dá uma vontade louca de dançar. 

Ricky Martin não economiza nos rebolados [o que ele sabe fazer de melhor] e ainda tem as dançarinas que super sensualizam na hora do "dancing in the rain". 

Tem os passinhos sincronizados, o agarra-agarra na boate e o Ricky Martin seduzindo com o olhar [aloks*].

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Rashomon

Eu tô fazendo um trabalho sobre esse filme na faculdade e achei legal colocar a sinopse dele aqui no blog. O filme é japonês, de 1950 e preto e branco. Muita gente pode não se interessar, mas a história é muito interessante e a interpretação dos atores é incrível: são muito, muito intensos.

Talvez, algum dia, alguém esteja interessado em algo mais cult. "Rashomon" de Akira Kurosawa é uma boa pedida.

ATENÇÃO: Contém todos os spoilers possíveis. [Risos]

Andarilho, Lenhador e Sacerdote

O filme começa com três personagens — um lenhador (Takashi Shimura), um sacerdote (Minoru Chiaki) e um andarilho (Kichijiro Ueda) — esperando que a chuva passe em frente a um portão. E, nesse lugar, o lenhador e o sacerdote narram alguns acontecimentos dos últimos três dias: o assassinato de um samurai (Masayuki Mori) e o estupro de sua esposa (Machiko Kyo). O lenhador começa a história dizendo que encontrou um corpo no bosque enquanto procurava por madeira e o sacerdote afirma ter visto o casal no dia do assassinato.
Esses dois personagens são os narradores da história, mas, a partir daqui, eles contam tudo seguindo o relato de outros personagens.

Tajomaru
                                         
O primeiro relato é de um bandido, Tajomaru (Toshiro Mifune), que é o acusado de ter estuprado a mulher e matado o samurai. Tajomaru confessa ter amarrado o samurai a uma árvore e tinha a intenção de estuprar a mulher, que inicialmente resistiu com uma adaga na mão, mas depois se entregou ao bandido. Desonrada, a mulher sugere um duelo entre os dois homens que conhecem sua desonra. Os dois homens lutam arduamente e Tajomaru acaba vencendo, mas a mulher já tinha fugido.

Mulher

A segunda versão contada é a da mulher desonrada. Ela diz que Tajomaru foge depois do estupro. Ela, então, pede perdão para seu marido que a olha com desprezo. Ela implora que ele a mate, então. Ela pega sua adaga e desmaia. Ela diz que matou o marido num momento de delírio, mas não se lembra de tê-lo feito.

Tajomaru e a mulher desonrada

Depois disso, o samurai morto chega para contar a sua versão por meio de um médium. Ele diz que depois do estupro, sua esposa pediu a Tajomaru que matasse seu marido para que pudessem fugir juntos. Tajomaru fica atônito com esse pedido e entrega o destino da mulher ao samurai: matá-la ou deixá-la. A mulher acaba por fugir. Tajomaru tenta alcançá-la, mas não consegue. Volta-se para o samurai e o liberta. O samurai, nessa hora, decide se matar com a adaga.

Luta entre o samurai e o bandido

Nesse momento, o lenhador confessa ter omitido algumas informações no seu depoimento para que não se envolvesse muito com o caso. Ele diz ter visto o estupro e o assassinato. Depois do estupro, Tajomaru pede à mulher que eles se casem, mas a mulher decide libertar o marido. O marido diz que não a quer mais. Instantaneamente, Tajomaru perde seu interesse por aquela mulher desonrada. A mulher se sente provocada por essa falta de interesse dos dois. Ela, então, os incita a lutarem por ela. E eles lutam. Por sorte, Tajomaru mata o samurai e vai embora com sua espada. A mulher foge depois disso.
Todas as versões são contraditórias e ninguém consegue chegar a uma única verdade absoluta.
De volta ao portão abandonado, os três personagens são surpreendidos pelo choro de um bebê. Encontrando o bebê, o andarilho pega o quimono e um rubi que protegem o bebê. O lenhador o repreende por isso. Para “justificar” sua ação, o andarilho questiona sobre a adaga que foi citada por todos os envolvidos no crime. Onde ela estava? O lenhador fica em silêncio e aí o andarilho percebe que o lenhador é um ladrão: roubou a adaga da mulher. O andarilho vai embora rindo de tudo aquilo.
O sacerdote, diante daquela situação, perde todas as suas esperanças na Humanidade, mas muda de ideia quando o lenhador decide levar a criança para sua casa. O lenhador disse que já tinha seis crianças em casa. Uma a mais não faria diferença. Então, o sacerdote diz que ainda tem fé nos homens.
O filme termina enquanto o lenhador leva o bebê pra casa.

                                                 


O legal é acompanhar todas as versões dos acontecimentos. A gente assistiu em sala de aula e, no fim do filme, cada um tinha a sua opinião sobre os fatos.

Eu nunca tinha tido nenhum contato com filme japonês e nem sei se todos são assim, mas os atores são muito intensos, como eu já disse. A mulher se joga no chão, chora, grita; o bandido ri a todo momento; e o samurai faz uma cara de desprezo que... Creio em Deus Pai! Até eu me mataria.

Bom, é isso. O blog tá super abandonado, mas qualquer dia desses eu volto pra postar outras coisinhas legais no Café e Pipoca.

Saionará

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Tequila Vermelha


Qualquer coisa que eu disser sobre “Tequila Vermelha” não será digno de uma obra tão bem feita. Conheci esse livro por acaso na livraria e passei a “namorá-lo” durante muitos dias. 
Depois de ler o primeiro capítulo, Tres Navarre me conquistou.

Tres Navarre... um ávido bebedor de tequila, mestre de tai chi, detetive particular sem licença e com uma queda por problemas do tamanho do Texas.

O pai de Tres, Jackson Navarre, foi assassinado e todos da cidade de San Antonio pedem para o filho não se meter nessa história. Tres se muda para São Francisco e volta dez anos depois em busca de respostas. Também volta por causa da sua antiga, mas ainda desejada, namorada, Lillian Cambridge.

Enquanto tenta resgatar antigas histórias, Lillian é sequestrada e todas as suspeitas do desaparecimento apontam para a Máfia. E é Tres quem vai tentar resolver a situação.

Mas Tres não é nem um pouco parecido com os outros detetives. E nem com os outros heróis. Tres é um personagem tão real e emana um carisma tão grande que todos torcemos para que seus planos absurdos deem certo. São situações completamente inesperadas e engraçadas.

Mesmo jogado no chão, com a cara esfolada e alguns dentes a menos, Tres — que é o narrador — consegue fazer piada.

E não é só ele que é tão real. Rick Riordan parece não só ter captado toda a atmosfera texana, mas compreendido todos os seus personagens no íntimo de um jeito que poucos escritores já conseguiram.

Quando Tres entrava num restaurante mexicano eu tinha a impressão de estar sentindo o cheiro dos nachos, tacos e da margarita. Ao lado de Tres, eu fiquei bêbado, apanhei, levei um tiro e fui atropelado. E sempre estava ao lado de Tres em momentos que dava vontade de segurar o braço e dele e pedir que parasse com o que estava fazendo. Não vê que isso tudo é loucura?

E ainda tem o seu gato, Robert Johnson, com sua participação nos momentos mais propícios.

Na verdade, não precisava de história alguma. Só “ouvir” o que Tres Navarre tem a dizer já valeria à pena.

[Leia trecho de Tequila Vermelha, aqui.]

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Insensato Coração




Parece que, enquanto a novela tá lá a todo vapor, nós não temos o pensamento de que ela vai acabar. Mas acabou, gente! E eu estou inconsolável. Só até segunda! Segunda tem outra novela.

Então... "Insensato Coração" tinha uma grande responsabilidade: substituir "Passione". A novela passada tinha acabado com a minha vida social e eu nem estava disposto a me dedicar a outra, mas o ritmo alucinante do primeiro capítulo da novela de Gilberto Braga e Ricardo Linhares me prendeu.

E outra coisa me atraiu: Norma. Ela demorou a aparecer, mas eu estava louco pra que ela fosse enganada, presa e saísse da prisão rica, poderosa, com um vestido vermelho, pronta pra se vingar.

O vestido vermelho não teve, mas... tudo bem!

Eu já disse em outra oportunidade que eu nunca fui muito com a cara do casal Marina e Pedro (Casais de Insensato Coração, 01 de julho de 2011), mas a minha paixão pela Paola Oliveira falava mais alto. Eu também gosto do Eriberto Leão, mas a Paola é diva, né! Fico imaginando se a Ana Paula Arósio tivesse continuado como a Marina. Aí, eu ia torcer para o Léo (Gabriel Braga Nunes) e para a Wanda (Natália do Valle).

Agora, falando sobre o fim da novela:

A minha torcida para o casal Raul (Antônio Fagundes) e Carol (Camila Pitanga) não foi em vão. Do mesmo jeito com os outros casais Bibi (Maria Clara Gueiros) e Douglas (Ricardo Tozzi) e Hugo (Marcos Damigo) e Eduardo (Rodrigo Andrade).

Surpreendentemente, o Kléber (Cássio Gabus Mendes) teve um final feliz com a Sueli (Louise Cardoso) e a cadeia nunca esteve tão cheia com Vinícius (Thiago Martins), Cortez (Herson Capri), Ismael (Juliano Cazarré) e Léo , que morreu de uma maneira tão... [suspiros] satisfatória, né! E o Léo ia ser o Fábio Assunção, né! Ai, como eu amo os caprichos do destino.

Gostei muito da nova vida de Natalie Lamour (Déborah Secco) e Roni (Leonardo Miggiorin), mas nada se compara ao fim incrível de André (Lázaro Ramos) e Leila (Bruna Linzmeyer). Filhos da mãe! Eles se merecem mesmo! Os dois devassos da novela. Só não perdem para a Bibi, claro!

E agora, num momento saudosista, queria falar de três personagens que eu vou sentir muita saudade.

É difícil de entender, mas... dá uma conferida.

3º lugar - Eunice (Déborah Evelyn)

Que mulher insuportável! Quantas vezes, desde o primeiro capítulo, eu não tive vontade de entrar dentro da televisão e balançar essa mulher e falar: "ACORDA PRA VIDA, MINHA FILHA!"

"Mas por que você vai sentir saudade dessa mulher arrogante, Lucas?"

Exatamente por ela ter despertado em mim os sentimentos mais primitivos de raiva e desprezo. Eu acho que a qualidade um livro, um filme, uma atuação ou qualquer outra expressão de arte mede-se pela emoção que você sente enquanto a prova. Deu pra entender?

Mesmo que a Eunice tenha me dado nos nervos, a atuação da Déborah Evelyn foi inesquecível. É claro que ela já fez personagens assim antes (Celebridade, Caras e Bocas), mas o texto desses caras é foda!

Destaque para o momento que ela é desmascarada. Ai, ai! Me senti vingado!

2º lugar - Tia Neném - Ana Lúcia Torre

Da mesma forma, é a Tia Neném. Oh, velha chata! Não precisa de inimigo se você tem uma tia feito essa!

A Tia Neném é fofoqueira, muquirana, alcoólatra, palpiteira, intrometida... E tudo que há de ruim! Adorava as cenas que ela ia procurava o Raul pra dar uma notícia, mas sempre tinha uma segunda intenção.

E uma cena ficará pra sempre na minha cabeça. Alguém lembra quando a Leila foi expulsa de casa e resolveu passar uns dias na casa da Tia Neném? Pois é. A velha disse que de manhã só comia um pão e um café puro. A Leila e a Cecília (Giovanna Lancellotti) desistem de tomar café na casa da tia. Quando elas saem... a Tia Neném abre o armário e tira geléia, requeijão, biscoitos...

"Velha infeliz", eu pensei.

Mas o legal é que ela é uma das personagens que tinha mais consciência de tudo que tava acontecendo. Ela tava sempre um passo a frente de todo mundo e sabia exatamente com quem falar pra que alguma coisa fosse feita!

Ela é ótima!
1º lugar - Norma - Glória Pires



Como disse o Gilberto Braga: a Norma é uma personagem muito complexa para ser definida. Eu concordo. A Norma é uma personagem tão real que não seria justo limitá-la, rotulá-la como mocinha ou vilã.

A Norma cresceu e apareceu em "Insensato Coração". Começou como aquela enfermeira ingênua e terminou como o centro de todas as atenções dos personagens e do público.

As tramas que envolviam a Norma eram paralelas à história principal e quando eu dei por mim, todos os personagens estavam envolvidos com ela. Ela tinha todos na mão.

Todo o seu plano de vingança contra o Léo, tirando a Araci (Cristiana Oliveira), o Teodoro (Tarcísio Meira), o Milton (José de Abreu) e o Zeca (André Barros) do seu caminho. E no final, o Cortez se vinga por ela. Ai, gente! A cena do Léo sendo jogado do teto da prisão com aquela música calma no fundo vai ser inesquecível.

A Glória Pires disse que a Norma foi a personagem mais humana que ela já interpretou. E mais uma vez eu concordo: a Norma amou, odiou, matou, mentiu, fez bobagens, morreu. E que morte! Ela toda poderosa no seu terninho branco. Três tiros é muita crueldade com a Norma. Quer dizer, dona Norma!

Além disso, quero destacar a cena em que ela mata a Araci. Ela treme e chora de um jeito que convence qualquer um.

Mas também tem um lado bom a Norma ter morrido. Sei lá! É claro que eu sofri muito com a sua morte, mas eu acho que alguns personagens tem que ter um fim.

Foi a Agatha Christie que "matou" o seu detetive mais famoso, Hercule Poirot, com a justificativa de que quando ela, a autora morresse, o Hercule Poirot teria tido um fim digno e ninguém mais escreveria outra história dele dizendo que era da autoria da Agatha Christie. Ele tinha morrido nas mãos dela. Nada mais justo.

A Norma vai entrar para o hall dos grandes personagens da teledramaturgia brasileira.

Obrigado, Glória Pires.